SINOPSE
Joana, uma mulher inquieta e criativa foi a primeira
personagem de Clarice Lispector que Beth Goulart conheceu. No auge da
adolescência, ao ler “Perto do Coração Selvagem”, romance de estreia da
autora, sua identificação foi inevitável. "Eu achava que não era
compreendida. O que fazer com isso tudo dentro de mim, com esse processo
criativo? Só Clarice me entendia.", confessa Beth. Depois de Joana, que
representa o impulso criativo selvagem, vieram outras mulheres na
escrita de Clarice. Entre elas, está Ana, do conto "Amor", que leva uma
vida simples, dedicada ao marido e aos filhos e tem a rotina quebrada ao
se impressionar com a magia do Jardim Botânico. Ela representa a fase
em que Clarice se dedicou totalmente ao marido e aos filhos.
Lóri, da obra “Uma aprendizagem ou O livro dos
prazeres” é uma professora primária que mora sozinha e se prepara para
descobrir o amor. Toda a obra de Clarice é uma ode ao amor. Há ainda
outra mulher sem nome, que, no conto "Perdoando Deus", se deixa
mergulhar na liberdade enquanto passeia por Copacabana, representando a
ironia, a inteligência e o humor na obra de Clarice. Essas quatro
mulheres, que, para Beth, "representam algumas facetas da própria
Clarice", foram escolhidas para apresentar ao público a obra de um dos
maiores nomes da literatura brasileira. Em “Simplesmente eu, Clarice
Lispector”, espetáculo que teve estreia nacional em julho de 2009 em
Brasília, no Centro Cultural Banco do Brasil, a atriz interpreta, além
da escritora e suas personagens, fragmentos que reconhece em si mesma:
"Usando as palavras dela, eu também estou falando de mim, eu me revelo
através de minhas escolhas". Na peça, Beth faz reflexões sobre temas
como criação, vida e morte, Deus, cotidiano, solidão, arte, loucura,
aceitação e entendimento e trabalha pontos característicos da obra de
Lispector, como o vazio, o silêncio e o instante-já, "aquele momento
único, que é como um flash, um insight", explica a atriz. Para o
monólogo, que ela também dirige, passou dois anos mergulhada em longa
pesquisa. A narrativa se constrói a partir de trechos de entrevistas,
depoimentos e correspondências. Segundo Beth, toda essa ligação se dá
por uma única linha: o amor. "Ela falava sobre o amor maternal, o do
relacionamento, o amor a Deus, à natureza, ao próximo. Escolhi esse viés
para apresentá-la ao público." Para a atriz, representar Clarice
Lispector é realizar um antigo desejo. "Eu sempre acalentei essa vontade
de um dia poder dar meu corpo, minha voz, minhas emoções para colocá-la
viva em cena."
A caracterização foi feita de forma cuidadosa.
Detalhes como a maquiagem ganharam tratamento especial de Beth Goulart,
que optou por um caminho neutro para passear livremente pela pele das
personagens e da autora. "O espetáculo todo é como se fosse uma grande
folha em branco a ser escrita por esses personagens, pelos movimentos,
pelas ações, pelos sentimentos, pela luz."
O ESPETÁCULO
O espetáculo mostra a trajetória desta mulher em
direção ao entendimento do amor, de seu universo, suas dúvidas e
contradições. Uma autora e seus personagens dialogando sobre a vida e
morte, criação, Deus, cotidiano, palavra, silêncio, solidão, entrega,
inspiração, aceitação e entendimento. O texto é extraído de depoimentos,
entrevistas, correspondências de Clarice e trechos das obras: "Perto do
Coração Selvagem", "Uma Aprendizagem ou O Livro dos Prazeres" e os
contos "Amor" e "Perdoando Deus".
Valores dos Ingressos:
Frisas: R$ 70 (inteira) e R$ 35 (meia)
Balcão Nobre: R$ 70 (inteira) e R$ 35 (meia)
Plateia B: R$ 90 (inteira) e R$ 45 (meia)
Plateia A: R$ 100 (inteira) e R$ 50 (meia)
Camarotes: R$ 100 (inteira) e R$ 50 (meia)
TRANSCRITO: WWW.TEATRORIACHUELO.COM.BR