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quinta-feira, 10 de novembro de 2011

“SOPROS DE VIDA” NO TEATRO ALBERTO MARANHÃO




Tive o prazer de assistir a estreia desta peça no Rio, no início deste ano.  As atrizes Nathália Timberg e Rosamaria Murtinho dão um show de interpretação que, por si só, já valeria a ida ao teatro. A direção do espetáculo é do premiadíssimo Naum Alves de Souza. O texto é do dramaturgo inglês David Hare, roteirista dos filmes “As Horas” e o “O Leitor”.


SINOPSE:
“Sopros de Vida” conta a história de duas mulheres com algo em comum: o mesmo homem. Esposa e amante, ambas abandonadas por Martin, personagem que nunca aparece em cena, se encontram tempos depois para conversar sobre os 25 anos em que foram rivais e como eram seus relacionamentos.




SERVIÇO | SOPROS DE VIDA
Dias: 11, 12 e 13 de novembro
Hora: 21h (sexta e sábado) e 20h (domingo)
Local: Teatro Alberto Maranhão (praça Augusto Severo, Ribeira)
Ingressos: R$ 70 (inteira) e R$ 35 (meia) na Ótica Diniz do Midway Mall.
Informações: 3222 3669 / 8837 1553

Um comentário:

  1. Sopros de Vida no TAM
    No Teatro Alberto Maranhão uma grande peça protagonizada por duas excelentes atrizes brasileira Nathália Timberg e Rosamaria Murtinho. Melhor seria de o texto tivesse sido ouvido em sua totalidade. Ouvíamos sussurros de vozes muitas vezes dita de costas para o público. Duas tarimbadas atrizes esqueceram um principio básico do teatro, aquele que as vozes devem atingir uma velhinha quase surda sentada na ultima fila da plateia.
    A peça escrita pelo dramaturgo inglês David Hare, autor dos premiados roteiros adaptados para os filmes “ As Horas” e “O Leitor”, tem um texto atualíssimo e denso. Direção do Naum Alves de Souza com excelentes figurinos de Beth Filipecki e Cenários de Celina Richers.
    Sopros de Vida estreou nos palcos londrinos em 2004 com duas grandes atrizes britânicas, Judi Dench e Maggie Smith. A peça possui grandes diálogos entre duas mulheres que amaram o mesmo homem. Frances é a esposa (Rosamaria Murtinho) e Madeleine (Nathalia Timberg a amante mais velha que a atriz. As duas são escritoras. Madeleine é uma ex- ativista dos direitos humanos dos fabulosos anos 60/70. e se refugia numa ilha. Depois do divórcio a amante procura a mulher para falar do homem amado por ambas e que as deixam para viver com outra mais nova. A amante deseja escrever um livro biografia que seja “ Realista” e não uma ficção. “ Toda ficção é mentirosa”. O livro contaria a história do triangulo amoroso e é esse o pretexto para a conversa muitas vezes incomodas entre as belas atrizes que protagonizam um tour de force poucas vezes visto no teatro. Melhor, repito, seria se o grande texto do Hare tivesse sido ouvido na sua totalidade.
    Hoje, domingo, é o ultimo dia da peça no TAM. Se a direção do teatro desejar que eu comente o teor da peça na sua integridade, me convide. Fiquei com a sensação de ter visto uma grande peça pela metade. Teatro é, sobretudo, VOZ. E os atores brasileiros precisam aprender a falar. A falar para o público.
    .

    DaMata

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